Confira 7 filmes que se baseiam em falsas premissas científicas

Você já deve saber que Hollywood está cercada de mentiras. Afinal, por que uma das maiores indústrias de filmes estaria preocupada em dizer a verdade? Em vez disso, diretores e produtores preferem encher suas obras de efeitos especiais e diálogos interessantes, mesmo que os roteiros passem por cima de fatos científicos.
Monstros e super-heróis surgem de mudanças genéticas impossíveis. Desastres naturais acontecem do nada. Personagens, mesmo que sem superpoderes, de alguma forma podem desafiar até as leis mais básicas da física.
Às vezes funciona, quando os filmes são tão bem produzidos que fornecem uma boa cobertura para as ilusões científicas que, de outra forma, seriam gritantes demais para simplesmente se ignorar. Outras vezes, os argumentos são tão fracos que fazem com que você queira sair da sala de cinema.
Confira 7 filmes que dependem de falsidades científicas para explicar suas histórias:

7. Volcano: A Fúria


Lançado em 1997, o filme “Volcano: A Fúria” mostra Tommy Lee Jones e Anne Heche em uma corrida contra um enorme vulcão que apareceu em Los Angeles, na Califórnia, expelindo bolas de fogo e lava por toda a cidade. Mesmo que não seja próprio dos vulcões surgir de repente e sem aviso prévio, o longa quer nos convencer de que esses eventos geológicos enormes podem ocorrer da noite para o dia.
O maior problema é que não existe uma base geológica para que apareçam vulcões em Los Angeles, e, como se vê, não há nenhuma zona de subducção em qualquer lugar perto da Califórnia. Mesmo na Falha de San Andreas, as placas deslizam horizontalmente, não permitindo o fluxo de magma nem a formação de um vulcão.

6. No Olho do Tornado


Filmes de desastres com base em eventos meteorológicos muitas vezes “esticam” a ciência quase a um ponto de ruptura. Em “No Olho do Tornado”, o diretor Steven Quale e o roteirista John Swetnam tomaram algumas liberdades em suas interpretações sobre o que seria um “funil de nuvem”.
O roteiro gira em torno de uma cidade que é atingida por quatro tornados em apenas 12 horas. Não é completamente impossível que este fenômeno aconteça tantas vezes em um curto espaço de tempo, mas é bem improvável.
A História tem visto vários surtos de tornados em grande escala, como o ocorrido em Oklahoma e Kansas, em 1999, que vitimou 76 pessoas. Mas, nesses casos, os tornados encontram-se espalhados por uma vasta área.
O longa também mostra tornados com vários funis de nuvens em uma pequena área. Na realidade, esses funis deveriam ter vários vértices em torno de um ponto focal primário. E, em raras situações onde eles se fundem, não formariam tempestades cada vez maiores e mais destrutivas como é mostrado no filme.

5. Homem-Aranha


Quando Peter Parker se transformou no super-herói Homem-Aranha, ele desenvolveu instantaneamente poderes incríveis, como atirar teias de seu pulso e usá-las para se balançar entre os arranha-céus.
Vamos começar com as origens do Homem-Aranha: ele não criou os seus superpoderes em um laboratório secreto. Em vez disso, uma aranha radioativa o picou, alterando permanentemente o seu DNA e o tornando uma aberração atlética da natureza.
Voltando às teias, elas precisam vir de algum lugar, afinal, a matéria não pode apenas surgir espontaneamente! Mesmo que elas tenham sido formadas a partir de células do seu próprio corpo, ele teria perdido muita massa após alguns poucos balanços, já que esta seria uma teia extraordinariamente forte e com grande resistência à tração.

4. Homem-Formiga


Nesta história, um homem especialista em assaltos veste um traje especial que faz com que ele encolha do tamanho de uma formiga, entretanto mantendo a força de um humano.
Princípios atômicos tornam a história impossível, já que, para diminuir uma pessoa, você teria que remover átomos ou aproximá-los muito. Se você optar por retirar átomos, ou seja, jogar massa para fora do corpo, talvez acabe com uma pilha de gosma.
Já, na segunda opção, se o plano fosse encolher o tamanho existente entre os elétrons e os núcleos dos átomos, ele também não daria certo. Seria uma violação das leis da física.

Além disso, uma célula 100 vezes menor não funcionaria como a do tamanho original. Isso porque o nosso corpo não foi concebido para funcionar em uma estatura proporcional à de um inseto.
Mas, considerando que fosse possível diminuir um humano mantendo as mesmas proporções e o funcionamento do organismo, a parte referente à força faria todo o sentido. É só observar as formigas: mesmo com tamanho reduzido, esses insetos são extremamente fortes, podendo carregar um objeto 100 vezes mais pesado do que eles mesmos.

3. O Dia Depois de Amanhã


Os riscos da mudança climática já foram abordados em vários filmes. Alguns apresentam cenários críveis, mas outros, como “O Dia Depois de Amanhã”, não. O enredo gira em torno do aquecimento do globo e das alterações abruptas nos padrões climáticos, com furacões, tsunamis e outros fenômenos em um curto espaço de tempo.
Embora estejamos enfrentando algumas mudanças, ninguém precisa se preocupar com tempestades de neve acontecendo espontaneamente a qualquer hora do verão, já que o clima do nosso planeta é muito estável.
Além do mais, o filme funciona com uma premissa de extremos: para que ondas de centenas de metros invadissem Nova York, seria preciso ventos de mais de mil quilômetros por hora. O mais importante de tudo isso é poder dizer que “O Dia Depois de Amanhã” não vai acontecer nem amanhã nem em qualquer outro dia.

2. Looper: Assassinos do Futuro


Imagine que você é um criminoso de renome e, por isso, tem muitos inimigos esperando o menor deslize para te prejudicar ou mesmo acabar com a sua vida. É claro que você já conseguiu pensar em algumas soluções para resolver o caso, mas e se você pudesse enviá-lo para o passado e matá-lo antes que ele se tornasse um problema? Esta é a ideia do filme “Looper: Assassinos do Futuro”.
Não são todos os físicos que acreditam que a viagem no tempo é impossível. E, aqui no Mega Curioso, já postamos algumas matérias sobre as diferentes teorias sobre o tema. Uma dessas vertentes acredita no seguinte: mesmo que, de alguma forma, pudéssemos voltar ao passado, não conseguiríamos interagir ou alterar alguma coisa lá. O motivo é o “paradoxo do avô”, que é baseado no argumento de que se você viajou para o passado e matou o seu avô, você simplesmente nunca existiria.
Além disso, segundo essa linha de raciocínio, se uma pessoa viaja de volta no tempo para realizar um evento, ela, eventualmente, chegaria a um ponto na linha do tempo onde, originalmente, ela estaria na máquina do tempo... resultando em um ciclo que se repete indefinidamente. Confuso, né? Embora “Looper” faça algumas brincadeiras divertidas, as cenas, de nenhuma maneira, são um retrato realista do nosso universo multidimensional.

1. Jurassic Park


Confesse, você já quis ter um dinossauro de estimação e, graças ao filme “Jurassic Park”, algumas pessoas realmente pensaram que seria possível encontrar o DNA preservado de um dinossauro e reconstituí-lo em um laboratório.
Seria um experimento caro, é óbvio, mas a recompensa pagaria qualquer investimento. Afinal, imagine dar vida a um dinossauro? Infelizmente, esta fantasia é impossível de ser realizada.
Caso alguém desejasse uma “receita” de como reconstruir um dinossauro,  teria que começar localizando um DNA não danificado. Porém, não importa o quanto ele possa estar preservado, o DNA começa a se degradar depois de algumas centenas de anos. Em seguida, seria necessário sequenciar o DNA em um genoma completo de uma espécie – um verdadeiro quebra-cabeças de bilhões de minúsculos pedaços.
Depois de todo esse trabalho, você poderia usar o genoma para fazer cromossomos, que, então, seriam transferidos para um óvulo de uma espécie atual, mas compatível o suficiente para transportar esse tipo de material genético. 
Boa sorte com isso.

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